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Recuperação do ozônio pode demorar

Nuvens estratosféricas polares ameaçam a camada que protege a vida na Terra.

Fonte - cienciahoje

Há mais de uma década, cientistas apontaram os clorofluorcarbonos (CFCs) como um dos maiores responsáveis pela diminuição da camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioleta do Sol. Esses compostos eram fabricados para uso em refrigerantes, aerossóis, solventes, extintores de incêndio e outros. Sua produção cessou em 1996 nos países signatários do Protocolo de Montreal. Desde então, a concentração de cloro na atmosfera superior já diminuiu. Mas a recuperação da camada de ozônio não está acontecendo no ritmo em que se esperava.  

A causa disso é a formação de nuvens estratosféricas polares em número cada vez maior, segundo constataram recentemente cientistas da Agência Espacial Americana (Nasa). 

Essas nuvens eliminam os compostos de nitrogênio da atmosfera superior que diminuem o impacto destrutivo do cloro, além de transformar formas benignas de cloro em formas que destroem o ozônio.

Descobertas em 1986, essas nuvens são compostas de ácido nítrico e água e se formam na estratosfera - a porção da atmosfera terrestre compreendida entre 15 e 40 quilômetros de altitude, na qual se situa a camada de ozônio. A formação das nuvens estratoféricas polares é favorecida pelo esfriamento da atmosfera superior, que é conseqüência do aquecimento da superfície terrestre característico do efeito estufa.

A cada primavera, um buraco no ozônio se forma no Pólo Sul, mais frio que o Norte. Os pesquisadores da Nasa verificaram que as nuvens estratosféricas polares permanecem duas vezes mais tempo no sul que no norte. Eles observaram pela primeira vez durante um período de vários anos a quantidade de ácido nítrico nos Pólos Norte e Sul. Ao contrário do que ocorre no sul, esse composto existe em permanência durante o inverno ártico, e ajuda reduzir a perda do ozônio.

No entanto, a região ártica, em que se situa o Pólo Norte, tem se tornado mais fria e úmida, favorecendo a formação das nuvens estratosféricas polares. Os cálculos dos pesquisadores da Nasa mostram que, caso as temperaturas árticas caiam mais 3 ou 4 graus celsius, o Pólo Norte pode se assemelhar ao Sul por volta de 2010. "Isso poderia resultar em uma perda de ozônio dramática para o Hemisfério Norte, que é o mais populoso", segundo Azadeh Tabazadeh, que liderou a equipe de cientistas.

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