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Nasa confirma que buraco na camada de Ozônio está maior do que nunca.

Cidades do Chile sofrem os efeitos

Fonte - cienciahoje

GREENBELT, EUA (CNN) -- Cientistas norte-americanos confirmaram observações anteriores -- feitas pela Organizações das Nações Unidas (ONU) -- de que o buraco na camada de ozônio sobre o Pólo Sul aumentou este ano para níveis inéditos, alcançando uma superfície três vezes maior que a dos Estados Unidos.

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, a Agência Nacional Aerospacial norte-americana (Nasa) informou que seus satélites registraram um buraco de 29, 7 milhões de quilômetros quadrados sobre a Antártida, o que deixa expostas todas as formas de vida no continente às perigosas radiações emitidas pelo sol.

Os cientistas atribuem o problema à emissão de clorofluorocarbonos (CFCs) e outros produtos químicos, e também a um vento chamado "turbilhão polar" que sopra na Antártida. Este ano, os redemoinhos causados pelo vento são maiores que o habitual, o que aumenta o buraco na camada de ozônio, afirmou Paul Newman, da Nasa.

A Nasa ressaltou que os níveis de CFC na atmosfera devem obedecer ao Protocolo de Montreal, assinado em 1987, que determina a redução progressiva dos produtos químicos que danificam a camada de ozônio.

Entretanto, estas substâncias podem ficar na atmosfera durante décadas, o que faz com que demore anos até que as medidas adotadas passem a ter efeitos substanciais na estratosfera.

A redução da camada de ozônio permite que chegue à Terra uma quantidade maior de raios ultravioletas que, de acordo com cientistas, intensificam a incidência de câncer de pele.

As conseqüências para o oceano também são perigosas, já que o plâncton, essencial para toda a cadeia alimentar marítima, pode ser vulnerável ao aumento da radiação ultravioleta, afirmam os cientistas. Atualmente, estudiosos tentam verificar se há uma relação entre a formação de buracos na camada de ozônio e a poluição global do planeta.

Falha no ozônio atinge Punta Arenas

fonte - Estadao

Os moradores foram expostos a doses violentas de radiação ultra-violeta, que pode causar queimaduras sérias e câncer de pele

Wellington - O buraco na camada do ozônio sobre a Antártida atinge proporções sem precedentes e, pela primeira vez, alcança um centro habitado, a cidade chilena de Punta Arenas. A informação é de um cientista neozelandês, que se baseia em dados da Nasa.

De acordo com Stephen Wood, um especialista em pesquisas atmosféricas, nos dias nove e dez de setembro a brecha na camada de ozônio, gás que protege a superfície da Terra da radiação ultra-violeta do Sol, se estendeu até a área de Punta Arenas, no sul do Chile. Os moradores foram expostos a doses violentas desses raios, que podem causar queimaduras sérias e câncer de pele.

Dean Peterson, do grupo de pesquisas Antártida e Nova Zelândia, disse que os dados revelam que, pela primeira vez, uma cidade esteve exposta ao buraco na camada de ozônio. Peterson disse que o fenômeno pode se repetir, atingindo, além do Chile, Argentina, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Acredita-se que o frio sem precedentes registrado este ano, na estratosfera, contribuiu para a expansão da brecha, com a chegada da primavera ao hemisfério Sul. A destruição do ozônio na Antártida tem início em julho, quando a luz do Sol desencadeia reações químicas no ar que ficou acumulado sobre o pólo, durante o inverno.

Substâncias fabricadas pelo homem, como certos compostos de cloro, são os principais causadores dessas reações. As temperaturas baixas também facilitam o processo de destruição do ozônio. Com o aquecimento proporcionado pela aproximação do verão, a partir de outubro, o poder destrutivo dos compostos de cloro se reduz.

Especialistas acreditam que o Protocolo de Montreal, firmado em 1989 para garantir a redução da emissão de gases nocivos ao ozônio, está ajudando a reduzir a ameaça à camada. Mas podem se passar 20 anos até que os níveis de ozônio voltem a se recompor.

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