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O perigo das armas químicas e biológicas

Texto enviado pelo professor Caio Eduardo Azevedo Gonçalves - Iguatemy Vestibulares - São Paulo.

Fonte: Folha de São Paulo – 16/10/2001

Desde os atentados terroristas nos Estados Unidos estamos ouvindo muitos nomes de substâncias estranhas como antraz, gás mostarda, gás sarin, VX entre outros. Mas o que são essas chamadas “armas químicas e biológicas” e como elas podem ser usadas em uma guerra?

Armas biológicas são compostas com os próprios microorganismos de algumas doenças, como é o caso do antraz e da varíola. Essas substâncias podem ser tiradas de animais e plantas ou mesmo ser feitas em laboratórios. A chamada guerra química e biológica é a utilização dessas substâncias tóxicas contra um inimigo, ao invés de armas de fogo e bombas.

O antraz é a substância mais comentada no momento e pode produzir os efeitos mais agressivos. Ela tem sido enviada em cartas a várias empresas e ao senado dos Estados Unidos. A substância pode ser misturada em pó ou em um líquido, e armazenada até em aerosol.

O antraz se manifesta de várias formas, provocadas sempre por uma bactéria (bacillus anthracis). Se aspirada, entra no pulmão e se multiplica no organismo, causando convulsões e hemorragias. Nesse caso, a morte pode acontecer em até dois dias. Outra forma do antraz se manifestar é pelo contato através da pele, onde se formam feridas como furúnculos. Esse tipo da doença não é fatal.

O Agente Laranja foi criado pelos americanos durante a Guerra do Vietnã, na década de 1960. O gás mostarda é uma substância à base de enxofre que pode provocar danos em todo o corpo. Em grande quantidade pode deixar a pessoa cega e até causar a morte. Já o VX é um gás paralisante à base de fósforo que pode provocar dor de cabeça, náuseas e convulsões. Em pouco tempo a vítima entra em coma e pode morrer.

O Sarin é outro tipo de gás paralisante que ficou famoso por ter sido usado no atentado terrorista no metrô de Tóquio, em 1995. Os danos são parecidos aos do VX. A Varíola, que conhecemos como uma doença infecciosa do século passado, é outra ameaça grave. A varíola mata 30% de suas vítimas de uma forma muito dolorosa.

No Brasil, o risco de atentados com essas armas é muito pequeno e não temos motivo para nos apavorar. Mas, como todos os países do mundo, também devemos estar alertas e conhecer o que causa cada uma dessas substâncias.

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