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O elétron que faz chover

Os fenômenos meteorológicos têm oferecido magníficos exemplos do comportamento caótico de sistemas dinâmicos. Em se tratando de eventos climáticos, pequenas causas produzem grandes efeitos. O conhecimento desse conceito obriga os cientistas a jamais menosprezarem fatos aparentemente inócuos. Tudo é importante, sempre. Além disso, há que se considerar sempre as condições iniciais, capazes de determinar sensíveis mudanças nos processos.

O capricho de um único elétron, por exemplo, pode transformar um dia ensolarado em um dia de chuva. Ao acaso, durante um instante, um elétron deixa de exercer a atração gravitacional padrão nas moléculas do ar. Resulta disso uma pequeníssima alteração na trajetória dessas moléculas e elas passam a colidir umas com as outras de maneira ligeiramente distinta. A mudança provoca um desvio e evita a colisão plausível de duas moléculas. Essa movimentação anômala, combinada a um pouco de vento, gera uma turbulência e se propaga pela atmosfera.

Esse pequeno e fundamental evento, encadeado a outros, é capaz de modificar radicalmente o regime de ventos e a temperatura em uma vasta região. Passam-se as horas, e o encontro de massas de ar pode provocar uma forte chuva sobre áreas às quais, antes, se destinava a luz do sol. Um novo capricho de um eletronzinho pode, no entanto, interromper uma série de dias chuvosos e trazer de novo a alegria do bom tempo.

Fonte - Estadão

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