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Notícia de 11 de março de 2003

Balanço cósmico permite estimar a massa do neutrino

Fonte - SciAm

A massa do neutrino acaba de ser estimada por uma equipe de astrônomos: cerca de um quarto de milionésimo da massa do elétron. Essa exótica partícula, postulada teoricamente pelo físico suíço Wolfgang Pauli em 1931, foi durante longo tempo desacreditada pelos céticos. Um dos poucos cientistas que a levou a sério foi o físico brasileiro Mário Schenberg, que atribuiu à emissão de neutrinos um papel decisivo na explosão das estrelas supernovas (leia um perfil de Schenberg na edição de agosto de Scientific American Brasil).
Sabemos hoje que os neutrinos desempenham também um papel importantíssimo na coesão gravitacional do cosmo. E isso se deve ao número literalmente astronômico dessas partículas: aproximadamente 350 por centímetro cúbico. "A agregação da matéria do universo depende diretamente da massa total de neutrinos", disse um dos pesquisadores da equipe, o astrônomo Oystein Elagory, da Universidade de Cambridge, Inglaterra. E foi com base nessa influência gravitacional que Elagory e seus colegas estimaram a massa individual da partícula.

Os pesquisadores analisaram a distribuição de 160 mil galáxias em nosso universo local. E constataram que a coletividade dos neutrinos responde por ao menos um oitavo da matéria escura necessária para manter a coesão gravitacional dessa estrutura. Os sete oitavos restantes corresponderiam a tipos ainda mais exóticos de partículas, sobre os quais os cientistas possuem apenas especulações (leia também sobre matéria escura na reportagem de capa da edição de agosto).
O caráter esquivo dos neutrinos se deve ao fato de essas partículas não possuirem carga elétrica e interagirem apenas fracamente com a matéria. Durante um tempo, acreditou-se que elas também não tivessem massa. Hoje predomina o conceito de neutrino "massivo". E pesquisas como a de Elagory e companhia estão ajudando a estimar quão "massivos" esses corpúsculos são.