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Notícia de 28 de setembro de 2002

Estudos elucidam conexão da cafeína ao câncer

Fonte - SciAm

A função mais conhecido da cafeína, especialmente para os adeptos matinais da bebida, é como estimulante. Mas duas matérias publicadas recentemente pela National Academy of Sciences ilustram como a molécula pode se "intrometer" em mutações de células que poderiam levar ao câncer. A boa notícia é que a aplicação da cafeína inibe a formação de tumores de pele em ratos. A má notícia é que a molécula reprime o reparo de mutações genéticas causadas por baixos níveis de radiação.

No primeiro estudo, Allan Conney e seus colegas da Rutgers University aplicaram dois componentes do chá, a cafeína e a epigallocatechin gallate (EGCG), na pele de ratos sem pêlos que haviam sido expostos a raios ultravioleta B durante 20 semanas, mas que não haviam ainda desenvolvido tumores de pele. Os animais que receberam as aplicações tiveram significativamente menos tumores de pele - tanto malignos quanto benignos - do que aqueles que não tiveram contato com a cafeína e com a EGCG. Além disso, ambas as moléculas exibiram comportamento altamente seletivo, matando apenas células com tumor e deixando normais áreas da pele não afetadas. Cientistas dizem que a estabilidade química da cafeína em

comparação a do EGCG faz dela uma candidata melhor para estudos em humanos. "Por enquanto, se você é um rato, os resultados são ótimos", diz Conney. "Nas pessoas, nós ainda não sabemos".

Os resultados menos animadores vieram com o segundo estudo, conduzido por Theodore Puck, do Eleanor Roosevelt Institute, em Denver, e seus colegas. Eles estudaram casos de células de ramsters expostas à radiação alfa (que está implicada em alguns casos de câncer de pulmão) e radiação gama. Quando a cafeína foi aplicada às células depois de exposição de radiação, os dois tipos causaram quantidades similares de prejuízos genéticos. Na ausência de cafeína, entretanto, as células expostas à radiação alfa apresentaram menos mutações. As descobertas sugerem que as mutações genéticas induzidas pela radiação alfa podem ser reparadas durante a divisão celular, mas a cafeína pode impedir os mecanismos próprios de recuperação do corpo.