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Notícia de 20 de agosto de 2001

Água que abastece Curitiba - cheiro e sabor de mofo !

Falta de consciência: lixo depositado nas margens do lago da represa

A Estação Elevatória Patrícia de bombeamento de esgoto da Sanepar, localizada em Quatro Barras, pode estar poluindo o reservatório do Rio Iraí há pelo menos um mês, segundo denuncia o diretor de meio ambiente da cidade de Pinhais e integrante da Câmara Técnica do Rio Iraí, Rasca Rodrigues. Um líquido cinzento corre, de forma constante e em volume razoável, saindo da galeria de águas pluviais em frente da estação, passa para uma valeta, cai no Rio Timbu é afluente do lago que abastece 70% da população da região metropolitana de Curitiba.
A barragem do Iraí, tomada por algas, está sendo pesquisada por gerar o sabor e cheiro de mofo da água. O gerente de operação da Sanepar, Péricles Weber, prometeu investigar o vazamento e explicou que, possivelmente o problema seja uma ligação clandestina de esgoto que aflora, coincidentemente, na tubulação que passa em frente à estação. Recentemente, o entupimento da tubulação provocou transbordamento de esgoto da estação, mas a Sanepar garante que aquele problema já foi resolvido. Rasca Rodrigues, por sua vez, diz que, mesmo que o volume de água cinzenta não pareça expressivo, deve ser lembrado que as algas que provocam sabor e cheiro no líquido se alimentam de fósforo e nitrogênio, presentes no esgoto doméstico.

Portanto, qualquer fonte de poluição deve ser identificada e imediatamente erradicada para se evitar que a população continue sofrendo com o problema. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também recebeu a mesma denúncia e ontem encaminhou ao local uma equipe de fiscais. A assessoria do IAP informou que os técnicos coletaram amostras da água para análise. Qualquer medida só será tomada após a identificação do produto que esteja alterando a cor da água do esgoto que vai para o lago.

A Sanepar alega que 98% da área da Bacia do Iraí está saneada (com coleta e tratamento de esgoto). O gerente de negócios da Sanepar, Sherman Cordeiro, afirma que a empresa seguiu todas as exigências ambientais para evitar contaminações. O material depositado no leito do lago, porém, ao se decompor, poderia ser a causa da proliferação de algas durante o primeiro ano – tempo já completado. Agora, as hipóteses se voltam para o esgoto clandestino que ao 

Dejeto sai de galeria de águas pluviais e vai para a represa que abastece 70% da RMC

contaminar os rios alimentadores do reservatório, mantém as algas.

Embora constantemente as autoridades reafirmem a garantia da qualidade da água em Curitiba, o problema é antigo. Em 26/08/96 a Gazeta do Povo publicou "Água poluída coloca Curitiba em alerta". A poluição provocada pelos esgotos de loteamentos e invasões nas áreas dos mananciais já estava afetando o abastecimento e interferindo na qualidade da água, como nunca antes havia acontecido na história da capital. Embora nova represa tenha sido inaugurada, o problema continua do mesmo tamanho.