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Notícia de 30 de junho de 2001

Brasil poderá se beneficiar com Protocolo de Kioto.

Fonte - Estadão

São Paulo - A maior colaboração brasileira para o Protocolo de Kioto foi na criação dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). “A proposta foi feita em 1997 e consistia em um mapa com a diferenciação de responsabilidades por país, seguindo o princípio do poluidor-pagador”, explica Gylvan Meira Filho. Segundo esse mecanismo, os países que precisam diminuir suas emissões podem realizar parte dessa redução financiando projetos que diminuam as emissões em países em desenvolvimento.

Esse mecanismo criaria uma commodity ambiental, através dos projetos de “seqüestro de carbono”. Com isso, empresas poluidoras investiriam em projetos de reflorestamento - já que a floresta captura carbono durante seu crescimento, que fica imobilizado enquanto ela estiver de pé - ou de substituição de matriz energética em países como Brasil.

Embora ainda não estejam regulamentados, esses projetos já começam a acontecer. Um exemplo é o programa desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), que pretende retirar da atmosfera, em 40 anos, 2,5 milhões de toneladas de carbono, através de reflorestamento e desenvolvimento sustentado no litoral norte do Paraná.

O projeto é patrocinado pelas empresas norte-americanas General Motors (GM) e American Electric Power (maior produtora de energia dos EUA), que vão investir nesse período US$ 15,4 milhões. Grandes emissoras de gases do efeito-estufa, essas empresas esperam recuperar o investimento com a adoção futura dos MDL.