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Notícia de 01 de fevereiro de 2001

Embalagens longa vida servem como isolantes

Fonte - www.estadao.com.br

Campinas - O engenheiro aposentado Luís Otto Faber Schmutzler, de Campinas, transformou as embalagens tipo longa vida em mantas isolantes para telhados, com alto grau de eficiência. A pesquisa foi literalmente realizada no fundo do quintal de Schmutzler, que durante 33 anos trabalhou como gerente de produto e processos numa grande empresa.

Por curiosidade, ele abriu uma embalagem e começou a procurar um uso para um material tão nobre - alumínio, com polietileno e papelão - que normalmente entulha aterros sanitários e depósitos de lixo, por ser muito difícil de degradar. "Ao tomar contato com um material importado, usado como isolante térmico em telhados, percebi a semelhança e imaginei que as caixinhas poderiam ser recicladas para este fim", conta o engenheiro. Após realizar alguns testes com telhas de cimento-amianto, em seu quintal, ele verificou que o material era um bom isolante e não apresentava inconvenientes, como o de propagar fogo. Os testes em casas populares foram acompanhados por ele no litoral norte de São Paulo, com aperfeiçoamentos em relação ao método de limpeza das embalagens e colagem das caixinhas, feita com cola de sapateiro comum.

A diferença de temperatura em um ambiente com e sem o isolante chega a ser de 9ºC. Aprovadas por todos os usuários que as testaram, as mantas foram então levadas ao Laboratório de Engenharia Biomecânica da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, onde a metodologia de reciclagem está sendo aperfeiçoada. Cerca de 16 caixinhas servem para produzir um metro quadrado de manta isolante, que, no mercado de construção civil custaria cerca de R$6,00.

O aposentado-pesquisador agora busca patrocínio para montar um pequeno centro de reciclagem das embalagens e montagem das mantas, para produzir o material isolante para famílias de baixa renda, cujas casas normalmente têm telhados de cimento-amianto e são extremamente quentes. A prefeitura de Bauru, no interior de São Paulo, já se interessou pelos resultados da pesquisa e vai promover uma reunião para difusão do método de reciclagem. Schmutzler descreveu todos os processos em textos didáticos e envia gratuitamente as informações através do correio eletrônico a qualquer pessoa que os solicitar.