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Notícia de 9 de dezembro de 2000

Um sexto da população do planeta não tem água potável

Fonte - Estadão

Uma grandes preocupação é com as comunidades rurais, onde os serviços de água e esgotos ainda estão muito distantes do padrão e da extensão do atendimento urbano.

Porto Alegre - De 1990 a 2000, o percentual da população mundial com acesso à água aumentou de 79% (4,1 bilhão de pessoas) para 82% (4,9 bilhões), enquanto o saneamento básico, que há dez anos alcançava 55% da população (2,9 bilhões) agora atinge 60% (3,6 bilhões). Embora a notícia seja boa, ainda significa que "cerca de 2,4 bilhões de pessoas, ou dois quintos da população mundial, não têm acesso a serviços de saneamento e 1,1 bilhão, ou mais de um sexto da população mundial, não dispõem de água potável", ressaltou o príncipe William Alexander, da Holanda, que apresentou hoje este balanço na abertura do 27º Congresso de Engenharia Sanitária e Ambiental, em Porto Alegre.

O evento reúne cerca de 2.500 técnicos e empresários durante esta semana e inclui um fórum de jornalismo ambiental com 700 participantes. O príncipe holandês acompanha um grupo de empresários e investidores do setor de tecnologias sanitárias. Para ele, a construção de comunidades seguras, economias fortes e sistemas ecológicos sustentáveis depende da disponibilidade de água.

Uma grandes preocupação é com as comunidades rurais, onde os serviços de água e esgotos ainda estão muito distantes do padrão e da extensão do atendimento urbano. Os países latino americanos que mais tem dado atenção aos recursos hídricos e saneamento são Argentina, Brasil e Venezuela.

"Os problemas relacionados a recursos hídricos se manifestam em níveis locais, mas freqüentemente requerem intervenções nacionais ou regionais. Para assegurar a disponibilidade de água para todos, é necessário aumentar a consciência nos dois níveis - nacional e regional – fortalecendo também parcerias entre os setores privado e público", disse o príncipe. "Os investimentos privados em suprimento de água cresceram significativamente nos últimos 8 anos, saindo de praticamente zero para 25 bilhões de dólares."