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Notícia de 30 de Maio de 2000

Nuvens ácidas destroem ozônio sobre o Ártico, diz Nasa


Fonte - Reuters

WASHINGTON - Nuvens frias carregadas de ácido nítrico colaboram para a destruição da camada de ozônio sobre o Ártico, segundo afirmaram nesta terça-feira cientistas da NASA, a agência espacial norte-americana.
Apesar do esforço das indústrias para diminuir a quantidade de cloro lançada no ar, o aquecimento do clima mundial pode ter colaborado para fazer com que as nuvens tóxicas durassem mais tempo.
"As nuvens duraram mais durante o inverno 1999/2000 do que nos invernos passados, provocando danos à camada de ozônio sobre o Ártico", disse Eric Jensen, da Nasa, durante um encontro da União Geofísica Americana.
Os especialistas disseram ser possível que o Ártico venha a ter um buraco no ozônio da mesma maneira que há sobre o círculo Antártico.
"Com as nuvens persistindo por mais tempo, observamos grandes perdas de ozônio", disse Owen Toon, professor da Universidade do Colorado que participou da pesquisa.
A concentração de ozônio em algumas partes da estratosfera naquela região chegou a cair 60% entre novembro e março, segundo o estudo da Nasa. A estratosfera é a camada de ar que fica entre 16 e 50 quilômetros sobre a Terra.
A falta de ozônio no Hemisfério Norte pode afetar o norte da América do Norte, a Europa e a Rússia durante a primavera.
A perda de ozônio sobre o círculo Ártico preocupa os especialistas desde 1995. A recuperação dessa camada pode levar décadas. A falta de ozônio, que filtra naturalmente os raios ultravioletas emitidos pelo sol, pode aumentar a incidência das queimaduras solares, de câncer de pele, além de prejudicar animais e plantações.
COLABORAÇÃO - Thiago Pires Carvalho - Curitiba - PR